Misericórdia



por Ricardo Pereira de Mattos

É tempo de misericórdia, nos diz o Papa Francisco. Esse nome tão repetido nem sempre recebe o destaque que merece. A Misericórdia é uma espécie de resumo da proposta revolucionária de Cristo que é o amor incondicional pelo próximo. Especialmente por aqueles que mais precisam, os miseráveis, doentes, fracos, abandonados, desprotegidos.

A Misericódia não é apenas um sentimento distante ou passivo de compaixão. A Misericórdia é ação, movimento e não só a intenção. É uma compaixão verdadeira, que vem do coração, como a própria etimologia da palavra evidencia. É tão importante na vida de cada um de nós, que a promessa cristã para quem a exerce, é recebê-la de volta, como está descrito nessa estrofe do sermão da montanha: Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia (Mateus 5:7).

Portanto, quem quer viver a mensagem cristã, mãos à obra, literalmente. O que fizemos ontem, hoje ou faremos amanhã, para tornar alguém mais feliz, mais calmo, mais saudável, mais confortável, mais alegre?

De acordo com a tradição, há três formas de praticar a Misericódia. A primeira e mais importante é agir objetivamente por alguém; é o ato de Misericórdia. A segunda forma, é a palavra de Misericórdia, dita a alguém, quando a ação não puder ser realizada. E a terceira é a oração, quando uma ação ou palavra não puder ser exercida, seja pela distância, impedimento.

Então, essa Misericórdia é o que esperamos para nós mesmos também. Voltando ao Sermão da Montanha, quase no final, como uma das conclusões: Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas (Mateus 7:12).

É tempo de misericórdia.

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